segunda-feira, 12 de junho de 2017

A mais bela explicação sobre a Criação


Pouco depois, em 1927, o físico e matemático belga Georges Lemaître, publicou o esboço de seu modelo de universo. Partindo dos postulados de Einstein - um cosmos estático de massa constante -  chega a um resultado totalmente diferente: o raio do universo tinha de crescer continuamente para ser estável. Antevendo assim o que Edwin Hubble comprovaria mais tarde: a expansão do Universo, e o que todos nós conhecemos hoje como o Big Bang.

Einstein e Lemaître concordaram em várias ocasiões. Einstein, agnóstico, duvidava das ideias de Lemaître, já que seu modelo cosmológico logicamente era acompanhado de uma origem divina. Mas o admirava. Uma vez, juntos em Princeton, Einstein deixou escapar ao ouvir seu colega belga pregar: “Esta é a mais bela explicação da Criação que já ouvi”. 

Sabemos que ciência e religião nunca se deram muito bem, perguntem às cinzas de Giordano Bruno ou a seu compatriota Galileu. No entanto, nem sempre isto é verdadeiro, Lemaître era um padre católico e morreu em 1966 apenas dois anos após a comprovação irrefutável de seu Big Bang.
.
..
...
Resumo do artigo ‘A mais bela explicação sobre a Criação’, de Enrique Joven Álvarez , publicaco no jornal El País. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Deus possível

A maioria de nós brasileiros crescemos tão mergulhados na tradição religiosa cristão que é difícil compreender a possibilidade de definir Deus de uma outra maneira, entender que não há um único significado para a palavra “Deus”. Entretanto as ideias tradicionais de Deus são inadequadas ao nosso tempo. Elas perpetuam conflitos ou deixam de nos inspirar o suficiente para enfrentar os desafios existenciais de nosso tempo.

A ciência nunca pode nos dizer com certeza o que é verdade, mas muitas vezes pode nos dizer com certeza o que não é verdade. Pode descartar o impossível. Galileu, por exemplo, mostrou que a imagem medieval da Terra como o centro do Universo não poderia ser verdade, embora ele não pudesse provar que a Terra se move em torno do Sol. Sempre que os cientistas produzem uma evidência que convincentemente exclui o impossível, não adianta argumentar. É assim que a ciência avança.

E se pensássemos assim sobre Deus? Se considerássemos a evidência de uma nova realidade cósmica e estivéssemos dispostos a descartar o impossível? Podemos ter um Deus verdadeiro se deixarmos ir o que o torna irreal?

Thomas Huxley construiu seu agnosticismo opondo-se as alegações da religião da sua época. Nós agnósticos modernos devemos construir a agnosticismo não só opondo-nos aos argumentos religiosos, mas pensando na possibilidade de uma nova ideia de Deus, um Deus verdadeiramente possível.

sábado, 20 de maio de 2017

Os 3 pastorinhos


Recentemente o Papa Francisco acrescentou duas crianças portuguesas à lista de santos católicos. Participou do evento o menino brasileiro cuja cura inexplicável era o “milagre” necessário para que os irmãos Francisco e Jacinta Marto fossem declarados santos. 

Não cabe aqui discutir o caráter mercantilista das santificações, dos milagres e dos milagreiros cada vez mais comuns nos dias de hoje. Mas existe um aspecto que não posso deixar de mencionar: Eram três os pastores, os dois, hoje santos, que morreram algum tempo depois e Lúcia que viveu até 2005.

Pois era exatamente Lúcia, a mais velha dos três, 10 anos na época dos fatos, a única a quem “era dado ver, ouvir e falar durante as aparições”. Lúcia era também a guardião do Terceiro Segredo de Fátima que acabou por revelar-se uma completa bazófia.

Imaginem então que no ano de 1917, no interior do interior de Portugal, três “pastorinhos” receberam mensagens de uma “Senhora mais brilhante que o Sol”, as duas mais novas são santificados e a que sobreviveu, e que poderia realisticamente contar a história, morreu no ostracismo. 

Tirem suas próprias conclusões.