domingo, 19 de fevereiro de 2017

Pregadores


Respeito certamente o direito dos religiosos de acreditarem no que quiserem. Mas se eles desejam influenciar os outros com suas crenças, então aqueles que não compartilham delas têm todo o direito de questioná-los.

O problema é que muitos dos argumentos utilizados para tentar nos convencer não são verdadeiros. É desconcertante ouvir, até de pessoas de boa vontade, exemplos que não são apenas errados, mas também são facilmente desconstruídos.

Sou um leigo, não tenho formação acadêmica em filosofia, teologia ou coisas do gênero. Isto não significa que não sou capaz de pensar ou que já não tenha a minha opinião. Então, se você não está pronto para ver suas crenças religiosas tratadas da mesma forma que a nossa sociedade trata todas as outras ideias talvez você realmente não devesse tentar me convencer.

Digo isto porque estou cansado de ‘pregadores’ no meu portão todo sábado pela manhã, quando não no domingo. Fico pensando se ser apenas educado é a solução ou se deveria dizer logo o que realmente penso.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Zombar das crenças, é zombar da pessoa

As crenças são uma extensão das pessoas, refletem suas experiências, valores e mesmo seus preconceitos. Zombar das crenças, é zombar da pessoa. Embora muitas crenças sejam merecedoras de zombarias por nos parecerem ridículas, falsas, absurdas ou cruéis; a pessoa jamais poderá ser alvo de zombaria por suas crenças. 

Conheço religiosos verdadeiramente crentes e praticantes que possuem um coração enorme, da mesma forma conheço ateus, que também é uma crença, que são pessoas maravilhosas.

Ninguém, nem o agnóstico, gosta de piadinhas, gracinhas ou deboches por suas crenças. Argumentar, debater, conversar, isto sim pode fazer a diferença, fora isto, que cada um com suas crenças siga o seu caminho.

domingo, 22 de janeiro de 2017

A Última Tentação

Mais do que um escritor o grego Nikos Kazantzakis era um filósofo. Mesmo assim duas de suas obras são bastante conhecidas mesmo por aqui. Zorba, o grego (1943) que recebeu uma versão cinematográfica em 1964, estrelada pelo ator Anthony Quinn com enorme sucesso. Outra obra de Kazantzakis adaptada para o cinema foi A Última Tentação ‘de Cristo’ (1948), foi levada às telas em 1998 por Martin Scorsese, causando grande polêmica pelo tratamento humano dado à figura de Cristo.

Em A Última Tentação,  Kazantzakis escreveu:

“Eu digo uma coisa, você escreve outra, e aqueles que leem você compreendem ainda outra coisa! Eu digo: cruz, morte, reino dos céus, Deus... e o que você entende? Cada um de vocês atribui seu próprio sofrimento, interesses e desejos a cada uma dessas palavras sagradas, e minhas palavras desaparecem, minha alma está perdida….”